Maracujá ou Paixão
Virou na esquina das damas da noite, que perfume, que perfume. Os muros altos das casas: amarelo, verde, cinza, azul. No fim, onde o vento encanava, folhas de palmeiras dedilhavam I'm in heaven.
Já tinha desenroscado três raios de sol do cabelo quando ouviu o tênis chapinhando na calçada, a tinta azul da escola de mergulho derretida em poças. Flores compridas marrons, transformadas em lesmas, grudaram na barra da calça.
Desistiu dos raios de sol, que escorriam nos ombros pelo caminho. Era macio e quis não lembrar do guarda-chuva que trazia na bolsa. Só notou a reverência das plantas, vento cima vento baixo, ao levantar os olhos preocupados com flores de tinta a óleo escorregadias.
Escrito por mariana às 07:25
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